sexta-feira, 28 de abril de 2017

Sobre vândalos e baderneiros

Vândalos e baderneiros são todos àqueles que trajados de paletó e gravata, sem queimar pneus e obstruir vias, impedem o desenvolvimento pleno da classe trabalhadora com a retirada dos seus direitos que foram conquistados duramente.

Se você um dia teve trabalho, carteira assinada, férias, entre outros direitos (até quando?), foi porque em outros tempos, os pais, as mães, os irmãos e irmãs, parentes, amigos e amigas ou seus conhecidos, desses que vocês facilmente adjetivam de baderneiros e vândalos foram às ruas e enfrentaram baionetas e canhões para garantir a dignidade do trabalho e do trabalhador.

Não se trata do direito de ir e vir. Trata-se do direito a dignidade humana que se expressa no e pelo direito ao trabalho digno e emancipador.

Acordem!!!

quinta-feira, 2 de março de 2017

Anandamida - o barato da atividade física


Quem diz que praticar esportes dá barato parece ter razão. Pesquisadores da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, descobriram que exercícios de longa duração, como maratonas, fazem com que o corpo produza um neurotransmissor que causa sensação de euforia e de relaxamento. Surpresa: não é a endorfina. A substância química liberada durante as atividades físicas é a anandamida, que estimula os receptores canabinoides dos neurônios - os mesmos ativados quando alguém fuma maconha.

Testes realizados em ratos mostraram que aqueles que corriam apresentavam menos stress e sensibilidade à dor.

Fonte: Revista Super Interessante. Edição 372. Março 2017. (pág. 18)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Imponderável futebol clube

video


Se você pensa que já viu de tudo no futebol, eis que uma simples cobrança de pênalti lhe demonstra o contrário.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Futebol: previsão de mudanças

Marco van Basten, ex-técnico da seleção holandesa, ex- jogador do Milan entre outros clubes, onde conquistou diversos títulos em todos pelos quais atuou e atual membro da FIFA, vem apresentando algumas propostas que objetivam, segundo ele, proporcionar uma nova dinâmica para o futebol.

Listaremos abaixo as sugestões do Marco van Basten. As mesmas, antes de serem enviadas para a international board, serão analisadas pela FIFA. São elas:

a) Fim do impedimento;

b) Fim dos cartões amarelos com exclusão temporária durante os jogos;

c) Extinção da disputa de pênalti;

d) Expulsão por acúmulo de faltas;

e) Somente o capitão do time poderá dirigir-se ao árbitro durante a partida;

f) Interromper a marcação do tempo de jogo em momentos específicos;

g) Permissão de uma ou duas substituições extras em caso de prorrogação;

Por fim, Marco van Basten propõe que em nenhum país a temporada tenha mais do que 60 jogos.

E aí, gostaram das sugestões?

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Rubro-negras campeãs

Foto retirada do site oficial do Vitória
A temporada 2017 começou muito bem para o Esporte Clube Vitória. No último domingo, a equipe feminina desbancou a aguerrida equipe do Juventude, da cidade de Vitória da Conquista por 8 x 1 no santuário rubro-negro, o Barradão.

As meninas do Vitória já tinham aplicada no jogo de ida uma goleada de 6 x 0 trazendo para a soterópolis uma vantagem bastante larga e tranquilizadora.

O time de Canabrava para chegar às finais teve que eliminar nada mais, nada menos do que a equipe hegemônica do torneio, o São Francisco do Conde, dona dos últimos 14 troféus.

Título histórico, pois inédito para a agremiação rubro-negra, foi marcado também pela premiação da jogadora Verena, camisa 9, como artilheira da competição com 12 gols.

Na final do torneio (2016-2017), que contou com a participação de 10 equipes (Vitória, Lusaca, Ilhéus, ABRUP, Ribeira do Pombal, São Francisco, Juventude, Flamengo de Feira, Terra Nova e Catu), o destaque foi também para a presença da treinadora da Seleção Brasileira de Futebol Feminino, Emily Lima.

Será que teremos alguma leoa na seleção? Aguardemos.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Maradona: um sinal de mudança da FIFA?

Foto tirada pelo próprio autor da postagem no momento da premiação
Na última segunda-feira, dia 09 de janeiro, o "planeta" futebol voltou-se para a premiação dos melhores do mundo.

No geral, nenhuma surpresa. Todos os que foram premiados já eram esperados pelos analistas esportivos. Melhor treinador? Claudio Ranieri, do Leicester. Melhor jogador? Cristiano Ronaldo. E por aí foi.

Surpresa mesmo, no meu entendimento, foi a presença do ídolo eterno da Argentina, Diego Armando Maradona. Um ferrenho crítico da entidade mantenedora do evento, a FIFA, pelas recorrentes práticas de corrupção da mesma. 

Quem mudou? A FIFA, que desde fevereiro de 2016 conta com um novo dirigente, o ex-secretário geral da Uefa, o senhor Gianni Infantino? Ou foi o hermano Dieguito, que não nega seu interesse em fazer parte da estrutura atual da entidade?

Não conheço profundamente nenhum dos dois. Mas como a entidade não tem vida própria, sua dinâmica depende, exclusivamente, da conduta dos homens e mulheres que a compõe, espero que a presença do Maradona no evento tenha sido uma forma do Infantino sinalizar, para o mundo, que está muito disposto em tornar a FIFA uma entidade que se preocupa única e exclusivamente com o desenvolvimento do futebol mundial.

Que assim seja.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Tragédia com a Chapecoense

Mais uma tragédia acomete o esporte nacional e porque não dizer, mundial: o avião que transportava toda a delegação da Chapecoense, que seguia para a sua primeira partida decisiva, caiu nessa madrugada na região de Antióquia, Colômbia.

Por enquanto, 75 pessoas morreram, entre jogadores, comissão técnica e tripulação.

Outras tragédias vitimando clubes de futebol e até seleção nacional já ocorreram. Em 1949 aconteceu com o Torino. 31 pessoas morreram. Em 1958 foi o Manchester United, 23 pessoas morreram. Em 1987 o Alianza Lima e em 1993 a Seleção da Zâmbia, vitimando 30 pessoas.

Parece-nos que o número de vitimas fatais desse acidente da Chapecoense supera em números os outros citados.

A delegação do clube saiu de Guarulhos para a Bolívia e de lá seguiu em direção a Medellin, destino não alcançado em função do acidente que segundo informações, deu-se por uma pane elétrica.

A Conmebol suspendeu as atividades relacionadas à Confederação e o Atletico Nacional, que seria o adversário da Chapecoense em jogo marcada para amanhã, 21h45, horário de Brasília, decidiu que o título da Sul-Americana fosse entregue a Chape. Talvez o mesmo seja dividido. Informações que ainda necessitam de confirmação oficial.

Chora o país, chora o mundo do esporte, chora o futebol e toda a cidade de Chapecó. Fica aqui meus sinceros sentimentos.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Carlos Alberto Torres




A Deusa do Futebol desce da Taça para chorar a morte do Capita, Carlos Alberto Torres. Fantástica homenagem!!!

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Armação

Fuleiro Futebol Clube, participante do torneio 'Quanto pior, melhor'; são feras em mentiras, manipulações, desinformações e dissimulações.

domingo, 16 de outubro de 2016

Vida longa para a Educação Física e para o jornalismo

Por João Batista Freire

Professor Livre Docente aposentado da Unicamp, além de ter trabalhado na USP e na Universidade Federal da Paraíba e na Universidade Estadual de Santa Catarina, e autor de diversos livros sobre Educação Física e Esporte.
*      *      *

No jornal “Folha de S.Paulo”, o jornalista Marcelo Coelho mostrou-se entusiasmado com a possibilidade de extinção da disciplina Educação Física.

Na proposta de reforma do Ensino Médio, o MEC sugere o término da obrigatoriedade da Educação Física.

As lembranças de aulas de Educação Física quando menino foram traumatizantes para Marcelo Coelho e ele vê com entusiasmo o castigo que essa disciplina faria por merecer.

Fala do assunto como se praticasse uma tardia vingança.

Passei por algo parecido quando fazia Educação Física na escola.

Ao contrário do jornalista, recuperei-me do trauma, formei-me professor e tive a oportunidade de participar da construção de um modo de fazer Educação Física que tornou aquela que ele viveu peça de arqueologia, embora ainda existam, entre os professores dessa disciplina, remanescentes do período das cavernas.

Tive experiências igualmente traumatizantes com a Matemática, aprendi a odiá-la por algum tempo, e nem por isso me manifestaria com júbilo caso ela fosse ameaçada de extinção; quando muito torceria para que, de maneira geral, os professores de Matemática humanizassem sua pedagogia.

Maior trauma sofri, no entanto, com a escola de modo geral.

Menino louco por brincadeiras, trancaram-me em salas de aula, imobilizado em carteiras, sem espaço para me mexer, conversar, rir ou chorar durante anos e anos.

Todos passamos por essa clausura, impedidos que fomos de ser crianças ou adolescentes.

E nem por isso me entusiasmo com a ideia da extinção da escola. Sou educador e trabalho todos os dias por uma Educação Física melhor e por uma escola melhor.

​O texto do aclamado jornalista Marcelo Coelho, de quem sou leitor e a quem muito respeito, seria menos grave não fosse ele o formador de opinião que é.

Deveria ter consultado pessoas confiáveis da área antes de escrever o que escreveu.

Testemunhei, ao longo de minha vida, reportagens catastróficas, indignei-me com manchetes de tablóides, mas não me aventuraria a sugerir medidas para o jornalismo antes de consultar os bons jornalistas. ​Não é de hoje que a Educação Física é ameaçada.

Até porque essa negação vai além da Educação Física.

Durante doze anos de escolaridade, crianças e adolescentes são encarceradas em espaços reduzidos de meio metro quadrado, quatro horas por dia, duzentos dias por ano, num total de 9600 horas de seus melhores anos de vida.

Isso é exclusão, numa época em que tanto se fala em inclusão. 

Exclusão do corpo. O corpo não pode ter vez na escola, porque ele nos amedronta, ele cede aos vícios, ele se degrada, ele morre, e não queremos esse destino para nós.

Mas ele também é a fonte da felicidade; daí a ansiedade das crianças para sair da sala e ir para a aula de Educação Física.

O medo do fim nos leva a negar o corpo, é preciso fazer de conta que ele é uma outra entidade diferente de nós.

Mas isso não é possível. Não podemos nos livrar do corpo, porque seria o mesmo que nos livrarmos de nós mesmos. O corpo somos nós, enquanto perdurar esta vida. E uma criança não pode viver como se não fosse corpo, como se não fosse criança.

Assim como um adolescente, exatamente num período de vida de tão grandes transformações físicas, não pode viver negando que é corpo. É disso que se trata. Queremos fazer de conta que poderemos nos livrar do corpo para sobreviver ao seu suposto destino final. ​Marcelo Coelho alinha-se a essa ideia quando afirma seu entusiasmo pela extinção da Educação Física.

Antes, ele deveria conhecer o que foi construído em nossa área dos anos 1980 para cá. E até mesmo antes disso, se estudasse os belos trabalhos de nossos pioneiros Inezil Pena Marinho, Fernando Azevedo, Oswaldo Diniz ou Alfredo Colombo.

Não se trata, saiba o ilustre jornalista, de ser o esporte ou as brincadeiras os conteúdos mais ou menos adequados. Trata-se de projetos educacionais, de projetos de vida, que carecem de sentido sem a orientação do método adequado ou de uma pedagogia humanizante. Pena ele não ter nos perguntado antes de se entusiasmar com nossa extinção. Teríamos carradas de exemplos de uma Educação Física que ele não teve a felicidade de conhecer.

​O espaço é pequeno para indicar trabalhos notáveis feitos atualmente por professores e professoras extremamente competentes. Poderíamos descrever projetos muito bons que tornam nossos alunos adolescentes protagonistas de projetos para atuar com a dança, com os esportes na natureza, com esportes radicais, com o conhecimento do próprio corpo, com os primeiros socorros e cuidados com a saúde, com as discussões de gênero, com as drogas, o racismo e a homofobia.

Há uma vasta cultura de jogos e exercícios, o que inclui o esporte, a dança, as lutas, o circo, as ginásticas, as brincadeiras populares, entre tantas manifestações do exercício e do lúdico, que nossos jovens precisam aprender a praticar e a compreender, o que jamais será feito caso seja decretada nossa extinção.

​Marcelo Coelho exultou com nosso fim. Nós, ao contrário, queremos para ele vida longa, pois precisamos, mais que nunca, de seu bom jornalismo.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

O Brazil, não merece o Brasil

Figura retirada do site Capital do Pantanal

O Brasil que saiu das urnas nessa última eleição municipal foi o Brasil branco, de olhos claros. 

O Brasil do “rei do camarote”. 

O Brasil daqueles que foram às ruas contra a corrupção, mas elegeram prefeitos de partidos corruptos. Comprovadamente corruptos. 

Foi o Brasil da mídia oligárquica, foi o Brasil contrário ao “bolsa família”. 

Foi o Brasil de 20 milhões de habitantes. 

O Brasil que saiu das urnas nessa eleição foi o Brasil que não quer negros nas universidades, “ciência sem fronteira”, “luz para todos”, “mais médicos”. 

Foi o Brasil que não quer ampliação do ensino superior. 

Foi o Brasil que quer o engavetamento das ações contra atos de corrupção. 

Foi o Brasil da lava-jato. Do esvaziamento da política. 

Foi o Brasil que no maior colégio eleitora dos pais, o número de abstenções, votos brancos e nulos ultrapassaram os votos do candidato vencedor. 

Foi o Brasil do odeio política. 

Foi o Brasil que prende sem provas. 

O Brasil que saiu das urnas nessa eleição foi o Brasil não republicano. 

Foi o Brasil que é contra as políticas sociais. 

O Brasil que saiu dessas urnas foi o Brasil do atraso, do retrocesso. 

O Brasil que não quer avançar. Homofóbico, xenófobo, misógino. 

Foi o Brasil que odeia pobres, negros, LGBT´s, nordestinos. 

Foi o Brasil da Casa-grande. O Brasil do golpe!!!

O Brasil que saiu das urnas foi o Brasil dos “bichos escrotos” saídos do lixo. 

Baratas mostraram suas patas. 

Os ratos entraram nos sapatos e mentes dos cidadãos “civilizados”. 

O Brasil que saiu das urnas está autorizado a virar óleo para azeitar o estado burguês. 

O Brazil que saiu das urnas, definitvamente, “não merece o Brasil”.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Reforma Ensino Médio

Mesmo correndo o risco de uma interpretação reducionista sobre a função social da Educação Física no âmbito da escola, penso que a imagem abaixo retrata, em parte, a contradição da Medida Provisória sobre a reforma do Ensino Médio apresentada pelo governo golpista do senhor Michael Temer.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Ensino Médio

Quatro professores para todo o ensino médio. Que tal? Isso pode até não vingar. Mas a proposta lançada já demonstra o que significa "ser professor" para o nosso Brasil varonil: um simples transmissor de conteúdos básicos.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Escola sem partido

Professor. O que é essa tal escola sem partido?

Silêncio.

Professor?

Oi.

O senhor ouviu o que lhe perguntei?

Sim, ouvi.

Então, por favor, me responda: o que é essa tal escola sem partido?

Silêncio.

Aff...fala sério, professor. O senhor vai me responder ou não?

Eu já estou lhe respondendo.

Como?

A escola sem partido é isso.

É isso o quê?

Silêncio.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Dia do profissional de educação física?

Todo professor é um profissional. Mas nem todo profissional é um professor. Obrigado pelo carinho de vocês mas, por favor, esperem o próximo dia 15 de Outubro para me parabenizar.